Filosofia da Educação [Plano de Curso de Graduação]

Eduardo O C Chaves



I. Objetivo Geral da Disciplina

George F. Kneller, em seu livro Introdução à Filosofia da Educação, corretamente observa que "se refletirmos sobre o significado da educação para a vida humana, teremos de, mais tarde ou mais cedo, considerar filosoficamente a educação". A razão de ser dessa observação é óbvia, mas principalmente nesta época de meios cada vez mais aperfeiçoados e fins cada vez mais confusos, é conveniente reiterá-la:

"Para educarmos os homens de um modo sensato e esclarecido, convém saber no que queremos que eles se tornem quando os educamos. E para sabê-lo é necessário indagar para que vivem os homens -- ou seja, investigar qual pode ser a finalidade da vida e o que o homem deve ser. Portanto, devemos também inquirir sobre a natureza do mundo e os limites que este fixa para o que o homem pode saber e fazer. A natureza humana, a boa vida, e o lugar do homem no esquema das coisas estão entre os tópicos perenes da filosofia" (op.cit., Zahar Editores, 1972, p.11).

O objetivo geral da matéria "Filosofia da Educação" no Curso de Pedagogia (desdobrada em duas disciplinas, Filosofia da Educação I, no primeiro semestre, e Filosofia da Educação II, no segundo) é despertar no aluno a percepção da necessidade de elucidar e avaliar suas convicções e pressuposições básicas, neste caso em relação à educação, e orientá-lo numa reflexão filosófica sobre as questões colocadas por Kneller.

Contudo, para que possamos refletir filosoficamente sobre a educação, temos que entender o que seja refletir filosoficamente, em geral, e precisamos compreender como a filosofia se distingue da ciência e de outros empreendimentos intelectuais que também refletem (mas não filosoficamente).

Por conseguinte, Filosofia da Educação, no primeiro semestre, começa com uma breve introdução à filosofia para, em seguida, discutir Lógica e Epistemologia e sua relevância para a educação. Depois disso é que se entra na discussão da educação. Todo o curso, na verdade, será uma longa discussão do conceito de educação. Discutiremos as semelhanças e diferenças entre a educação e outros processos que podem lhe parecer afins, como, por exemplo, socialização, aculturação, doutrinação, lavagem cerebral, ou mesmo treinamento e adestramento. Analisaremos o papel do ensino e da aprendizagem na educação. Investigaremos a relação porventura existente entre a educação e grandes temas com ela relacionados (como, por exemplo, conhecimento, cultura e valores). E concluiremos com uma discussão do papel das instituições (em especial da escola e dos meios de comunicação) na educação.

Este plano de curso serve para as duas disciplinas.


II. Objetivos Específicos da Matéria

1. Levar o aluno a refletir sobre o lugar, a natureza e a tarefa da filosofia dentro do quadro intelectual contemporâneo e a entender a natureza específica da reflexão filosófica (Unidade 1).

2. Levar o aluno a perceber a importância da lógica na metodologia filosófica e a necessidade de pensar com clareza e correção (Unidade 2).

3. Levar o aluno a perceber a importância da epistemologia na reflexão filosófica, a necessidade de distinguir entre conhecimento e crença /opinião / ideologia, e a importância dos conceitos de verdade e racionalidade (Unidade 3)

4. Levar o aluno a compreender a relação existente entre educação, normas sociais e valores culturais, de modo que venha a ser capaz de distinguir entre educação, doutrinação, aculturação e socialização (Unidade 4).

5. Levar o aluno a pensar sobre a educação em seus aspectos formais e informais, discutindo quais seriam os objetivos educacionais que poderiam ser alcançados dentro da instituição escolar, qual é o impacto dos mecanismos informais de educação e qual deve ser o papel do Estado na educação (Unidade 5).

6. Levar o aluno a refletir sobre o papel do indivíduo no processo de sua própria educação, a investigar o impacto nesse processo do seu equipamento genético e de fatores ambientais, e a estudar a relação entre educação e sucesso sócio-econômico (Unidade 6).

7. Levar o aluno a se interessar por estudar o papel da tecnologia na educação, em especial dos meios de comunicação de massa e do computador (Unidade 7).

8. Levar o aluno a compreender a importância da investigação do conceito de educação e a tomar conhecimento de algumas das principais tentativas de conceituar a educação (Unidade 8).


III. Programa

O programa a ser desenvolvido se relaciona aos objetivos específicos arrolados, estando, portanto, dividido em oito unidades, que serão desenvolvidas ao longo dos dois semestres.

Unidade 1. A Educação e a Filosofia

Unidade 2. A Educação e a Lógica

Unidade 3. A Educação e a Epistemologia

Unidade 4. A Educação e a Sociedade

Unidade 5. A Educação, a Escola e o Estado: Conteúdos Curriculares, Professores e Ensino

Unidade 6. A Educação e o Indivíduo

Unidade 7. A Educação e a Tecnologia

Unidade 8. O Conceito de Educação


IV. Calendário

Como nosso curso terá, neste formato bimestral, basicamente, dezesseis semanas, uma divisão ideal da matéria seria cobrir cada uma das oito unidades em duas semanas (com dois encontros de quatro horas-aula cada por semana). No entanto, essa divisão ideal nem sempre é recomendável, pois há unidades que exigirão um pouco mais de tempo e outras que poderão ser desenvolvidas satisfatoriamente em menos tempo.


V. Metodologia de Ensino

Todas as aulas terão componentes expositivos, dialogados e "discutitivos". Defino uma aula puramente expositiva como uma aula em que apenas o professor fala, no estilo de uma conferência. Uma aula "discutitiva" é uma aula em que o professor promove a discussão de uma tema com os alunos. Todos aqui falam -- e o professor intervém mais para coordenar a discussão do que para externar seu ponto de vista (o que, porém, pode e deve fazer, se for necessário). Uma aula dialogada é uma mistura de uma aula expositiva com uma aula "discutitiva": o professor expõe determinados conceitos e abre a discussão sobre eles, podendo, em determinados momentos, fazer pequenas exposições que se mostrem necessárias.

O pressuposto desta metodologia é que a filosofia apenas caminha à medida que opiniões e teorias (mesmo as do professor) são cuidadosamente analisadas e criticadas. Análise e crítica são dois dos pilares básicos em que se assenta a metodologia. O terceiro é o respeito pelas opiniões alheias, respeito este que se manifesta quando as levamos a sério, analisando-as com rigor e submetendo-as à mais severa crítica que conseguirmos fazer.

Os livros mencionados na Bibliografia discutem a maior parte dos tópicos constantes das oito unidades. É responsabilidade dos alunos procurar esses textos, lê-los e estar preparados para a discussão em classe. Essa discussão, porém, raramente se limitará ao material contido nos textos.

Não há nenhum texto obrigatório que deverá ser lido para as aulas. A Bibliografia fornecida é uma orientação. Não serão exigidos fichamentos, resenhas, nem qualquer outra atividade voltada para conferir se o aluno está ou não fazendo leituras pertinentes. Parto do pressuposto de que é o aluno o maior interessado em aprender e que é parte do aprendizado que se espera do aluno procurar materiais que ilustrem os temas que serão discutidos em classe.


VI. Avaliação

O rendimento do aluno será avaliado através de:

a) sua participação nas discussões em sala de aula, analisada tanto do ponto de vista quantitativo como especialmente qualitativo (valor 50% do total);

b) um trabalho em grupo (de, no máximo cinco alunos) sobre um dos temas do curso, a ser entregue no máximo até o final da sexta semana do bimestre (valor 50% do total).

As notas serão fornecidas durante a última semana de aula do semestre e os alunos que o desejarem poderão solicitar um exame final, versando sobre toda a matéria.

O critério preponderante que será aplicado na avaliação é o da capacidade de argumentação dos alunos. Isto significa que os alunos serão avaliados não tanto em função de teses que proponham, de pontos de vista que apresentem, mas sim em função de como argumentam a favor dessas teses e de como justificam esses pontos de vista. Argumentação e justificação envolvem aspectos lógicos (clareza conceitual, coerência, validade formal de raciocínio, etc), aspectos epistemológicos (apelo à evidência, por exemplo), e aspectos lingüísticos, representados pelo domínio eficiente da linguagem (que, como assinalamos na apresentação, está inseparavamente entrelaçado com o domínio da lógica).

Faço um parêntese aqui para discutir a questão do "domínio eficiente da linguagem". Estuda-se a linguagem, em especial a gramática e a literatura, não por pedantismo, mas porque a linguagem é o veículo através do qual o pensamento se expressa. É verdade que a correção da expressão lingüística não garante, por si só, que o pensamento nela veiculado seja de boa qualidade. Isso significa que é possível ter conteúdo sem qualidade em forma correta. Contudo, no caso de pensamento e linguagem, dificilmente ocorre o oposto: conteúdo de boa qualidade em forma inadequada. A relação existente entre pensamento e linguagem é tão íntima que uma linguagem inadequada dificilmente permite que se expresse um pensamento claro e preciso. Na realidade, a inadequação lingüística geralmente é sintomática de pensamento obscuro e impreciso, de confusão nos conceitos e proposições (entidades lógicas) que subjazem aos termos e às orações (entidades lingüísticas).

Temos, como seres humanos, necessidade de comunicação constante com nossos semelhantes. Essa necessidade nos coloca diante de um imperativo: ou aprendemos a pensar com clareza e precisão e a comunicar esse pensamento de maneira correta, ou seremos deixados ou passados para trás por aqueles que o sabem. Embora, possivelmente, sempre vá haver semianalfabetos, ou mesmo analfabetos, que alcançam uma certa medida de sucesso, o número destes tende a reduzir-se, no tipo de sociedade em que vivemos, ao nível do estatisticamente desprezível. Por isso, o estudo da linguagem é, geralmente, um primeiro e importante passo para quem deseja ser bem sucedido, pessoal e profissionalmente. Fim do parêntese.

As normas da Universidade determinam que será reprovado por faltas o aluno que faltar a mais de 25% das aulas. Como deveremos ter 16 encontros de 4 horas-aula em cada semestre, o limite máximo de faltas é de quatro encontros (16 horas-aula) por semestre.


VII. Bibliografia Básica

Os trabalhos a seguir, todos eles em português e constantes da Biblioteca da Faculdade de Educação, em muitos casos em várias cópias, deverão ser usados ao longo do semestre. Todos os trabalhos escritos pelo professor da disciplina estão disponíveis na Internet -- basta clicar em cima do nome do artigo.

Além dos livros aqui mencionados a Biblioteca da Faculdade de Educação sem dúvida possui uma coleção de livros bastante razoável. As demais bibliotecas da UNICAMP devem também ser visitadas porque possuem muito material de interesse, especialmente a do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) e a do Centro de Lógica, Epistemologia, e História da Ciência (CLE). E a Internet possui, hoje, um dos maiores acervos de informação do mundo.

Como já se disse, não é obrigatório ler todos esses trabalhos nem ler tudo em cada um. Na verdade, não é obrigatório, no sentido estrito do termo, ler nenhum deles. Mas o aluno interessado em aprender filosofia da educação deve procurá-los, olhar seu conteúdo, e ler o que é relacionado aos assuntos que serão discutidos ou sobre os quais deverá fazer seu trabalho.

É desnecessário enfatizar que o aluno não deve se limitar a esses livros. Vamos refletir sobre o que é a educação e sobre o que se diz acerca da educação. Logo, qualquer livro sobre a educação pode ser de utilidade, mesmo que seja para ser criticado. Até os livros que os outros professores obrigam a ler.


TRABALHOS ESCRITOS PELO PROFESSOR:

01. Eduardo O. C. Chaves, Esboço de Filosofia da Educação Analítica, texto em elaboração, apenas para discussão pelos alunos. [Este não é um texto pronto para publicação: só é colocado aqui para discussão pelos alunos porque cobre a maior parte dos tópicos que serão discutidos em classe].

02. Eduardo O. C. Chaves, "A Filosofia como Análise Lógica da Linguagem", trabalho preparado para uso pelos alunos da disciplina Metodologia Filosófica em 1990. É uma sucinta caracterização da Filosofia Analítica.

03. Eduardo O. C. Chaves, "A Filosofia da Educação e a Análise de Conceitos Educacionais", em Introdução Teórica e Prática às Ciências da Educação, org. por Antonio Muniz de Rezende (Editora Vozes, Petrópolis, 1977), disponível neste Web Site em versão revista e ampliada ou na versão original. Este é um texto antigo, revisado, que acabou, em parte sendo integrado no primeiro texto aqui listado, que busca mostrar como a Filosofia Analítica pode ser aplicada à educação.

04. Eduardo O. C. Chaves, "Ayn Rand's Introduction to Objectivist Epistemology: Chapter 3 Abstraction from Abstractions", trabalho sobre epistemologia publicado em formato eletrônico na coleção de comentários sobre o livro mencionado no título em The Ayn Rand Discussion List, coordenada por Jimbo Wales ("ayn-rand@iubvm.bitnet"), 1992. [Em Inglês].

05. Eduardo O. C. Chaves, "O JMC nos Deu Educação", artigo publicado no Boletim da Associação Alumni/Alumnae do "Instituto José Manuel da Conceição", Novembro 1997. [O Instituto José Manuel da Conceição foi a escola em que o autor fez o seu Curso Clássico, como aluno interno, de 1961 a 1963. Ela ficava em Jandira, SP. Fundada em 1928, ela foi fechada ao final de 1969].

06. Eduardo O. C. Chaves, "Justiça Social, Igualitarismo e Inveja: A Propósito do Livro de Gonzalo Fernández de la Mora", Pro-Posições, Número 4, Março 1991, Campinas, SP. Texto mais de filosofia política e de psicologia social do que de filosofia da educação. Faz, entretanto, sérias críticas à Universidade, especialmente na versão revista e ampliada.

07. Eduardo O. C. Chaves, "A Universidade e 'o Suicídio das Elites", artigo escrito (mas não publicado), em função a uma reportagem da revista Veja, Maio 1991. Crítica a uma crítica das Universidades brasileiras, que, entretanto, não é uma defesa delas.

08. Eduardo O. C. Chaves, "Pedagogia Histórico-Crítica: É Preciso Aproximar Mais", artigo escrito (mas não publicado) como resenha de um livro de Dermeval Saviani, para discussão com alunos de Pedagogia, 1991. [Dermeval Saviani também é Professor do Departamento de Filosofia e História da Educação da UNICAMP].

09. Eduardo O. C. Chaves, "Um Parecer sobre a Proposta de 'Auto-Avaliação das Unidades'", parecer escrito para o Departamento de Filosofia e História da Educação da UNICAMP, 1991. Discussão da questão da avaliação.

10. Eduardo O. C. Chaves, "O Paradoxo da Transformação da Sociedade pela Educação -- A Propósito do Trabalho de Leonardo Waks", trabalho apresentado na conferência O Desafio da Educação do Século XXI, patrocinada pelo Ministério da Educação e Cultura, Brasília, DF, 1990.

11. Eduardo O. C. Chaves, "Computadores, Educação e LOGO", trabalho escrito para discussão pelos alunos de uma disciplina eletiva sobre Informática na Educação, Janeiro 1992. [LOGO é uma linguagem de programação feita por um educador, Seymour Papert, para outros educadores e para quem quer aprender com o computador].

12. Eduardo O. C. Chaves, "People LOGO: Uma Introdução", Introdução ao Manual de People LOGO, Versão 3.2, Campinas, SP, 1992, 1996.

13. Eduardo O. C. Chaves, "The Impact of Computing on Culture and Education: One Brazilian's Point of View", Educational Technology, 1993 [Em Inglês].

14. Eduardo O. C. Chaves, "Desemprego, Informática, Sorte e Azar", artigo publicado em cerca de dez jornais brasileiros durante 1996.


TRABALHOS DE OUTROS AUTORES

01. David W. Carraher, Senso Crítico: Do Dia-a-Dia às Ciências Humanas (Livraria Pioneira Editora, 2ª Edição, 1993)

02. Matthew Lipman, A Filosofia Vai à Escola (Sumus Editorial, São Paulo, 1990)

03. P. H. Hirst e R. S. Peters, A Lógica da Educação (Zahar Editores, Rio de Janeiro, 1972)

04. I. A. Snook, Doutrinação e Educação (Zahar Editores, Rio de Janeiro, 1974)

05. Israel Scheffler, A Linguagem da Educação (Editora da USP e Saraiva Editores, São Paulo, 1974)

06. Ivan Ilich, Sociedade sem Escolas (Editora Vozes, Petrópolis, 1977)

07. Olivier Reboul, A Doutrinação (Editora da USP e Companhia Editora Nacional, São Paulo, 1980)

08. Olivier Reboul, O Slogan (Editora Cultrix, São Paulo, s/d)

09. Olivier Reboul, Filosofia da Educação (Companhia Editora Nacional, São Paulo, 1974)

10. D. J. O'Connor, Introdução à Filosofia da Educação (Editora Atlas, São Paulo, 1978)

11. Howard Ozmon, Filosofia da Educação: Um Diálogo (Zahar Editores, Rio de Janeiro, 1975)

12. Reginald D. Archambault, Educação e Análise Filosófica (Edição Saraiva, São Paulo, 1979)

13. George F. Kneller, Introdução à Filosofia da Educação (Zahar Editores, Rio de janeiro, 1972)

14. Cipriano Carlos Luchesi, Filosofia da Educação (Cortez Editora, São Paulo, 1990)

15. Michael Apple, Ideologia e Currículo (Brasiliense, São Paulo, 1982)

16. Lucien Brunelle, A Não-Diretividade (Companhia Editora Nacional, São Paulo, 1978)

17. M. V. C. Jeffreys, A Educação: sua Natureza e seu Propósito (Editora da USP e Editora Cultrix, São Paulo, 1975).

18. Émile Durkheim, Educação e Sociologia (Edições Melhoramentos, São Paulo, s/d)

19. Everett Reimer, A Escola Está Morta (Livraria Francisco Alves Editora, Rio de Janeiro, 1975)

20. Lucien Morin, Os Charlatães da Nova Pedagogia (Publicações Europa-América, Mem Martins [Portugal], 1976)

21. Ivan Illich et alii, A Escola e a Repressão de Nossos Filhos (Publicações Europa-América, Mem Martins [Portugal], 1976)


SITES NA INTERNET DE INTERESSE DE FILÓSOFOS

01. Tulane University (um dos dois melhores) [Em Inglês]

02. Liverpool University (o outro dos dois melhores) [Em Inglês]

03. The Asphalt Philosopher (Roland H. Johnson, III) [Em Inglês]

04. A Window to Philosophy (Sandro Reis) [Tem versão em Português]


SITES NA INTERNET DE INTERESSE DE ALUNOS DE PEDAGOGIA:

01. Mindware [Em Português]

02. EscolaNet [Em Português]

03. Achademia [Em Português]


SITES RELACIONADOS AOS MEMBROS DA CLASSE:

01. Faculdade de Educação (onde todos estamos)

02. Escola Rio Branco (onde trabalha o Ricardo)

03. Centro de Computação da UNICAMP (onde trabalha a Cristina)

 

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Last revised: May 02, 2004